quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Timer molecular pode ajudar a aumentar a produção de tomate


Um estudo conduzido pelo Laboratório Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, sugere que o “relógio de maturação” das plantas também pode influenciar no aumento da produção de frutas. De acordo com a pesquisa, esse mecanismo natural é responsável também pelo número de galhos da planta, nas quais aparecerão as flores que, um dia, se tornarão frutas.
Segundo o professor Zach Lippman, o coordenador do estudo, sua equipe descobriu que um atraso no relógio de maturação pode dar origem a ainda mais flores. Eles chegaram a essa conclusão depois de analisar e comparar as células-tronco de três variedades de tomate que possuem diferentes estruturas de galhos. “Nós queríamos descobrir os genes que causam a maturação nas plantas”, diz Lippman. “Assim, poderíamos ajustar o relógio para obter o nível desejado de ramificação”.
No Peru, uma variedade conhecida como “tomate selvagem”, que teve seu relógio de maturação modificado geneticamente, produziu duas vezes mais flores se comparado a outras variedades da fruta. Esse resultado abre caminho para que os cientistas possam aumentar a produção de outras frutas por meio da engenharia genética.

CIB
Mais: 
Laboratório Cold Spring Harbor

domingo, 23 de setembro de 2012

Estudo que relaciona alimentos transgênicos e câncer é contestado


O estudo conduzido pelo pesquisador francês Gilles-Eric Seralini publicado no dia 19 de setembro na revista Food and Chemical Toxicology tem sido fortemente criticado pela comunidade científica. Especialistas afirmam que a pesquisa contém imprecisões científicas que induzem às conclusões dos autores. A referida pesquisa sugereque ratos alimentados com alimentos geneticamente modificados (GM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência que os demais.
O chefe de pesquisas nutricionais da Kings College de Londres, Tom Sanders, diz que é necessário cautela ao avaliar essas conclusões. Segundo ele “a linhagem de ratos que a equipe francesa utilizou sofre de tumores de mama facilmente, especialmente quando recebem comida ilimitadamente, ou milho contaminado por um fungo comum que causa desequilíbrio hormonal, ou apenas devido à idade”.
O cientista da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, Anthony Trewavas, acrescenta que em qualquer estudo, para apresentação de dados estatísticos, deve haver o mesmo número de controles (ratos os que eram alimentados normalmente) e de testes (ratos alimentados com o milho transgênico e com o herbicida). “Havia apenas 20 dos ratos de controle e 80 dos de teste e sem esses controles adicionais estes resultados não têm nenhum valor”.
Além disso, testes como estes já foram feitos antes, com maior rigor, e não se observou nenhum efeito dos alimentos transgênicos sobre a saúde. A equipe francesa alega ser a primeira a testar todo o ciclo de vida do animal. Mas “a maioria dos estudos toxicológicos é terminado no tempo normal de vida dos ratos – dois anos”, diz Sanders. “A imortalidade não é uma alternativa”, completa. O cientista da Universidade de Adelaide, na Austrália, Mark Tester concorda que as conclusões do estudo são precipitadas. “Elas mostram que ratos mais velhos desenvolvem tumores e morrem, isso é tudo o que se pode concluir”.
O professor do Instituto de Pesquisas Rothamsted Maurice Moloney, onde é realizada grande parte dos estudos com transgênicos no Reino Unido, afirma que também há problemas na apresentação das fotos, já que sugerem que os controles nunca desenvolvem tumores. “Se houve um controle que acabou mostrando tipos semelhantes de tumorigênese, como de fato aconteceu, então uma imagem daquele rato também deveria ser mostrada, para que assim pudéssemos ver se existem diferenças qualitativas entre eles.”

CIB

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fragmentos móveis de DNA são abundantes no genoma da cana-de-açúcar

Pesquisa FAPESP - DNA Cigano

Os transposons são fragmentos que, a qualquer momento, duplicam-se ou se destacam de onde estão e se instalam em outras partes do DNA, às vezes junto a genes essenciais ou até em meio à estrutura desses genes. Na investigação desses curiosos personagens moleculares, o grupo da bióloga Marie-Anne Van Sluys, da Universidade de São Paulo (USP), ataca o genoma da cana-de-açúcar em bloco – um enfoque inovador. E mostra que os movimentos desses fragmentos são menos aleatórios do que se imagina e possivelmente têm papel importante na dinâmica do genoma.

Essa análise em ampla escala tornou-se possível graças aos resultados do Projeto Genoma Cana-de-Açúcar (Sucest), encerrado em 2001, que desvendou sequências do genoma funcional dessa planta essencial na economia brasileira e revelou a existência de 276 elementos de transposição ativos – ou expressos, no jargão da biologia. “Em 2005 demoramos dois meses para convencer o editor da Plant Journal de que o resultado era real, e não uma contaminação”, recorda Marie-Anne. Naquela época, estudos genômicos feitos inteiramente por pesquisadores brasileiros eram incomuns e o resultado surpreendia. Mas a revista acabou publicando o artigo, depois de aceitar o indício de que esses trechos do DNA – também conhecidos como transposons – deveriam ter função, embora ainda não se soubesse qual era.

A partir dos resultados do Sucest e do aumento da capacidade de gerar e analisar enormes volumes de dados, o grupo de Marie-Anne se debruçou de 2009 em diante, em colaboração com colegas do estado de São Paulo, no sequenciamento de mil pedaços seletos do genoma da cana-de-açúcar. Sua equipe hoje parece uma linha de produção de conhecimento científico, e de certa maneira é: uma série de artigos deste ano traz avanços importantes sobre o funcionamento dos transposons.

Aqui você pode ouvir a entrevista com a pesquisadora  Marie-Anne Van Sluys no programa da Pesquisa Brasil (24/08/2012).

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sábado, 11 de agosto de 2012

Vídeo: Transgênicos presentes no nosso dia a dia (CIB)

O CIB, em sua seção de vídeos CIBtv, traz curiosidades sobre transgênicos presentes no nosso dia a dia, como as enzimas. Mais de 50% das enzimas utilizadas na produção de alimentos são obtidas por transgenia. 


A seção no site conta com diversos vídeos atuais relacionados a agricultura, alimentação, transgênicos e biotecnologia. Veja mais aqui.
Conselho de Informações sobre Biotecnologia

terça-feira, 17 de julho de 2012

2º Encontro Paranaense de Melhoramento de Plantas


"O 2º Encontro Paranaense de Melhoramento de Plantas-EPMP, tem como objetivos discutir as aplicações teóricas e práticas de diferentes metodologias na rotina de um programa de melhoramento de plantas, bem como as perspectivas futuras para esta área essencial da Agronomia.
Espera-se que o Encontro seja o foro ideal para debates, trocas de informações e experiências sobre os temas a serem explanados por diferentes profissionais (Pesquisadores e Docentes) dos setores público e privado, envolvidos com melhoramento vegetal e biotecnologia aplicada.
Dessa forma convidamos profissionais, docentes, alunos de graduação e pós-graduação, que atuem direta ou indiretamente com melhoramento vegetal e biotecnologia aplicada, a participarem deste importante evento promovido pela Regional Paraná da Associação Brasileira de Melhoramento de Plantas."

  • 16 e 17 de outubro 
  • Inscrição on-line até 5/10
  • Local - IAPAR, localizado em Londrina/PR na marginal da Rodovia Celso Garcia Cid (PR 445), km 375. A estrutura utilizada será a do Centro de Difusão de Tecnologia (CDT/IAPAR).
  • Programação

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Brasil está próximo de concluir sequenciamento do genoma da cana

Paulo Arruda, coordenador do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade Estadual de Campinas, entidade que, em parceria com instituições brasileiras e americanas, desenvolveu uma ferramenta que auxilia o processo de sequenciamento genético da planta, chamado de biblioteca de Cromossomo Artificial de Bactéria (BAC).

“Mapear o genoma da cana é um desafio enorme, pois ele é um dos mais complexos que existem na natureza. Por isso, acredito que a BAC deverá facilitar a vida dos diversos pesquisadores envolvidos neste trabalho. Sendo otimista, acredito que até o fim de 2012 ele estará concluído,” avalia Arruda.O processo de sequenciamento completo do genoma da cana deverá ser concluído até, no máximo, o início de 2013.

“A conclusão do sequenciamento do genoma da cana resultará no desenvolvimento de novas variedades mais produtivas e resistentes a pragas e intempéries climáticas”, Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Glaucia Mendes Souza, coordenadora do Programa de Pesquisa em Bioenergia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (BION-Fapesp), instituição que financia as principais pesquisas com o genoma da cana no Brasil, incluindo a Unicamp, explica o que falta para se finalizar o sequenciamento do genoma da cana. Segundo ela, o desafio está no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de separar as dez cópias de cromossomos da cana, diferentemente do arroz, do sorgo e até mesmo dos seres humanos, que possuem apenas um par da molécula. “Para resolver isso, estamos criando em parceria com a Microsoft Research um algoritmo que separe estas cópias. Estamos quase lá,” revela. 

Além de abrir inúmeras possibilidades para o setor no futuro, o sequenciamento do genoma da cana possibilitará enxergar também o passado da cana, e confirmar, por exemplo, uma suspeita: qual a espécie primitiva da cana, responsável pela origem do sorgo, que também influenciou o surgimento do milho, em um processo ocorrido há nove milhões de anos. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Maçãs que não escurecem depois de cortadas


Autoridades de segurança alimentar dos Estados Unidos e do Canadá estão avaliando a comercialização de duas variedades de maçãs transgênicas. As frutas foram geneticamente modificadas para que permaneçam claras mesmo depois de fatiadas. A técnica usada foi o “desligamento” do gene responsável pelo escurecimento.
Segundo Neal Carter, fundador da empresa de biotecnologia que pesquisa as maçãs, a entrada das frutas GM no mercado beneficiará principalmente os produtores, pois as maçãs não precisarão mais ser descartadas por estarem escuras e amassadas. Com essas duas novas variedades disponíveis para consumo, acredita-se também que os preços das frutas convencionais sejam reduzidos devido à concorrência. Ainda de acordo com Carter, a tecnologia pode ser aprovada em um ano, as maçãs transgênicas devem chegar ao mercado em 2014.


CIB
DailyMail

Desenvolvida aveia transgênica benéfica ao coração


Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison desenvolveram uma variedade de aveia com maior concentração de beta-glucano, substância muito benéfica ao coração. Ela funciona como uma esponja, que suga os ácidos que produzem o mau colesterol na corrente sanguínea.
Estima-se que a nova variedade de aveia, fruto de 14 anos de trabalho com melhoramento clássico e genético, aumente em até 20% a concentração de beta-glucano em produtos feitos com o grão. De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo projeto, o consumo de três gramas diárias dessa nova variedade diminui as chances de doenças cardíacas, uma vez que o nível de LDL no sangue cai consideravelmente.


CIB
NewsWisc

Mamona GM pode ser solução sustentável para a demanda por combustíveis


Cientistas de Singapura desenvolveram a primeira mamona geneticamente modificada (GM) da história. A variedade transgênica da planta pode produzir biocombustível de forma mais rápida e eficiente. A modificação gerou sementes com 10% a mais de óleo que as variedades convencionais. Além disso, o biocombustível produzido a partir do óleo da variedade da planta é mais sustentável porque é obtido por meio de fonte renovável (ao invés da fonte fóssil do petróleo) e emite menos gases poluentes.


Atualmente, a variedade tradicional da planta rende, em média, menos de uma tonelada de óleo por hectare. Testes preliminares mostraram que a mamona GM produz em média, 1,6 toneladas por ha. Segundo Sriram Srinivasan, um dos responsáveis pela pesquisa, a expectativa é de que, em 10 anos, 5% do biodiesel utilizado no mundo seja originário de mamona transgênica.


CIB

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sequência genômica do tomate decodificada abrirá caminhos para culturas de alto rendimento

A sequência genômica do tomate foi decodificada por uma equipe internacional de cientistas, e foi publicada ontem no Nature. O tomate (Solanum lycopersicum) é um fruto cada vez mais popular, com 145,8 milhões de toneladas produzidas globalmente em 2010 e este trabalho abrirá caminhos para culturas de alto rendimento com bom sabor.

NATURE NEWS

Relatório da PG Economics evidencia benefícios das culturas GM nos últimos 15 anos

O sétimo relatório anual da consultoria PG Economics, que avaliou os resultados de 15 anos (1996 a 2010) da aplicação da biotecnologia na agricultura, apontou a contribuição consistente da tecnologia para o aumento do rendimento e da produtividade nas lavouras mundiais.
Para Graham Brookes, diretor da PG Economics, coautor do estudo, o meio ambiente é um dos principais beneficiados, especialmente em razão da redução na pulverização de defensivos e da adoção de sistemas de cultivo como o plantio direto, o que diminui inclusive as emissões de gases de efeito estufa.
Os principais resultados do estudo são:
  • O benefício econômico líquido em 2010 foi de US$ 14 bilhões, equivalente a um aumento médio de renda de US$ 100/hectare. Para o período de 15 anos (1996-2010), o ganho de renda mundial agrícola foi de US$ 78,4 bilhões;
  • A tecnologia de resistência a insetos (IR) usada em algodão e milho tem consistentemente propiciado maior aumento do rendimento agrícola, especialmente nos países em desenvolvimento (em destaque, Índia e China). O rendimento médio das variedades de algodão resistentes a insetos em 2010 foi de US$ 284/hectare; no caso do milho, US$ 89/hectares;
  • Do total de rendimento agrícola, 60% (US$ 46,8 bilhões) foi resultado da menor pressão de pragas e plantas daninhas e genética melhorada. Três quartos do ganho de produção veio de adoção de culturas IR e de variedades tolerantes a herbicida (TH);
  • A maior parte (55%) dos ganhos de renda agrícola em 2010 foi para os agricultores nos países em desenvolvimento, 90% dos quais em propriedades com poucos recursos e pequenas empresas. Cumulativamente (1996-2010), agricultores em países em desenvolvimento e desenvolvidos dividiram os ganhos;
  • Entre 1996 e 2010, a biotecnologia agrícola foi responsável por um adicional de 97,5 milhões de toneladas de soja e 159,4 milhões de toneladas de milho. A tecnologia também contribuiu para um acréscimo de 12,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e 6,1 milhões de toneladas de canola;
  • Se a biotecnologia agrícola não estivesse disponível para os 15,4 milhões de agricultores que a utilizaram em 2010, manter os níveis globais de produção nesse ano teria exigido plantios adicionais de 5,1 milhões de hectares de soja, 5,6 milhões de hectares de milho, 3 milhões de hectares de algodão e 0,35 milhão de hectares de canola, o que equivaleria utilizar uma área total de 8,6% da terra arável nos Estados Unidos, 23% da terra arável no Brasil ou 25% da área cerealífera na União Europeia;
  • A biotecnologia agrícola contribuiu também para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa decorrentes de práticas agrícolas – resultado do uso de menos combustível nos maquinários agrícolas e do armazenamento de carbono adicional no solo, decorrente do plantio direto. Em 2010, a redução das emissões na atmosfera foi equivalente a 19,4 bilhões de quilos de dióxido de carbono, ou o correspondente à remoção de 8,6 milhões de carros das ruas por um ano;
  • Entre 1996 e 2010, a biotecnologia foi responsável pela redução da pulverização de pesticidas em 438 milhões de quilos (-8,6%). Essa quantidade é igual ao total de ingrediente ativo aplicado a culturas de grãos na União Europeia em um ano e meio. Como resultado, houve diminuição do impacto ambiental associado a herbicidas e inseticidas em 17,9%.

domingo, 27 de maio de 2012

Aprovado medicamento fabricado com cenoura transgênica


Cientistas israelenses conseguiram produzir um medicamento por meio de células de cenoura geneticamente modificadas (GM). O medicamento alivia os sintomas da doença de Gaucher, causadora de deficiência na produção da enzima glucocerebrosidase. Sem ela, ocorre o acúmulo de gordura em órgãos como o baço, fígado e rins, além do surgimento de infecções ósseas e anemia.
Para resolver este problema, os pesquisadores desenvolveram um método que permite fabricar esta enzima em células de cenoura GM. A substância quando aplicada nos portadores da doença, reduz a formação dos depósitos de gordura em até 40%.
Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA), que aprovou o remédio no início do mês, cerca de seis mil norte-americanos sofrem com a doença de Gaucher atualmente.

Leia mais: Nature
CIB

sábado, 26 de maio de 2012

Arroz transgênico utilizado para nutrição e biocombustíveis

Uma equipe internacional de cientistas de Taiwan (National Chiayi University) e dos Estados Unidos (Pacific Northwest National Laboratory e Washington State University) relatam o desenvolvimento de plantas transgênicas de arroz que pode expressar altos níveis de enzimas celulolíticas em sua biomassa, sem prejudicar a planta no crescimento e desenvolvimento.

As enzimas celulolíticas (ou celulases) são comumente usados para converter moléculas de celulose na biomassa de plantas pré-tratadas em açúcares fermentáveis, que pode ser processado para produzir biocombustível etanol. "A enzima hidrolítica de celulose, β-1, 4-endoglucanase gene (E1), a partir da bactéria termófila cellulolyticus Acidothermus, foi superexpresso em arroz através daAgrobacterium em transformação mediada ".

Os pesquisadores foram capazes de obter 52 plantas transgênicas de seis linhas independentes que expressam as enzimas em níveis elevados, sem graves efeitos negativos sobre o desenvolvimento da planta. Algumas plantas transgênicas tem "uma estatura mais baixa e floresceu mais cedo do que o tipo selvagem". 
A enzima também foi demonstrado ser termoestável, com especificidade para o substrato alto para a celulose, e pode ser facilmente purificado por tratamento térmico simples. Quando a palha de arroz transgénico foi cultivado com o fluido gástrico de vaca durante uma hora a 39 ° C (e mais uma hora a 81 ° C), foi hidrolisado mais facilmente em comparação com a palha de arroz do tipo selvagem, produzindo 43% mais açúcares.

Os resultados do estudo sugerem que a planta do arroz transgênico pode ser utilizado como um "planta multi-funcional", onde os grãos podem servir de alimento, e da biomassa pode ser usado como uma matéria-prima para bioenergia eficaz, ou como uma fonte industrial de celulases.


Embrapa patenteia técnica que otimizará o desenvolvimento de plantas transgênicas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, a partir de duas de suas 47 unidades – Recursos Genéticos e Biotecnologia e Café (ambas localizadas em Brasília, DF) – patenteou uma técnica que promete aprimorar e agilizar o desenvolvimento de plantas transgênicas no Brasil. A patente foi depositada no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial no dia 9 de abril de 2012 com o nome de "Composições e métodos para modificar a expressão de genes de interesse" e é resultado de um trabalho inovador liderado pela pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliana Dantas de Almeida, com a participação do chefe-geral da Unidade, Mauro Carneiro; da chefe do Departamento de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa, Mirian Eira; dos também pesquisadores da Embrapa - Leila Barros, Alan Andrade, Michelle Cotta e Felipe Rodrigues - e Luiz Filipe Pereira, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A técnica se baseia no estudo de uma parte do gene, denominada promotor, que é responsável pela definição de onde, quando e em que condições as características desejadas vão se manifestar na planta. O objetivo é selecionar os promotores de interesse e disponibilizá-los em um catálogo de promotores para as instituições de pesquisa brasileiras. "Essa técnica pode resultar em benefícios imediatos na geração de plantas transgênicas", explica a líder dos estudos, Juliana Dantas.

Hoje, para desenvolver uma planta transgênica os cientistas normalmente utilizam promotores constitutivos. Isso significa que o gene que foi inserido no transgênico vai se manifestar em todas as partes da planta, em todas as etapas do desenvolvimento e independentemente das condições externas. Nessa situação, a planta gasta energia produzindo excessivamente uma proteína que não é necessária na planta inteira e o tempo todo. A nova tecnologia permite que o gene que foi inserido, se expresse apenas no endosperma do fruto da planta transformada. No caso de o objetivo a ser atingido ser a obtenção de uma planta resistente a alguma praga, em que uma proteína tóxica ao inseto-alvo pode atingir populações de insetos benéficos, essa estratégia é bastante pertinente. A broca do café, por exemplo, é uma doença causada por um pequeno besouro que se instala justamente no grão do café para se reproduzir, comprometendo a produção. Um gene de resistência à broca pode ser comandado por um promotor específico de fruto como esse cujo pedido de patente acabou de ser depositado, e a proteína estará presente somente no grão. Populações de outros insetos que se alimentam nas folhas não seriam atingidas.

O objetivo a médio prazo, como afirma a pesquisadora, é chegar a um banco de promotores da Embrapa à disposição da ciência, o que ela acredita que deve acontecer em um período de aproximadamente cinco anos. "Esse banco, o qual será formado por promotores isolados e patenteados pela Embrapa, a partir de suas unidades distribuídas em todo o Brasil, vai garantir à Empresa independência tecnológica e agilidade no desenvolvimento de produtos geneticamente modificados", destaca Dantas, lembrando que o banco vai contar com promotores específicos para todas as partes das plantas (raiz, caule, fruto etc.) e também promotores que sejam induzidos por seca e aumento de temperatura, levando em consideração aplicações de interesse para a agricultura brasileira, como resistência a pragas, tolerância à seca, altas temperaturas, aumento do valor nutricional e melhoria em propriedades organolépticas (sabor, aroma, textura). Assim, o gene que for inserido, se expressará apenas quando e aonde for necessário.


Leia mais: Embrapa

terça-feira, 22 de maio de 2012

Seed Chipper prevê características das plantas antes de serem cultivadas

Novos desafios exigem o desenvolvimento de novas tecnologias. Diante da necessidade do aumento da capacidade e da rastreabilidade de análise genética de sementes de soja antes do plantio, o time de Melhoramento Genético de Soja da Monsanto do Brasil Ltda. comemora a chegada da Seed Chipper de Soja, amostrador não-destrutivo de tecido de semente, projetado e construído nos centros de pesquisa dos Estados Unidos e que está permitindo uma verdadeira revolução tecnológica na vida dos melhoristas.
A tecnologia da Seed Chipper de Soja permite aos melhoristas prever quais características as plantas terão antes mesmo de serem plantadas. Assim, eles podem realizar testes mais eficientes em campo a cada ano, contribuindo para a obtenção de sementes melhores em menos tempo. A máquina retira uma pequena porção da semente sem comprometer seu poder germinativo e, por meio dela, é que são feitas as análises genéticas. Com os resultados, o melhorista realiza uma seleção e leva a campo apenas as sementes que carregam os genes de interesse. As sementes que não apresentam genética competitiva são descartadas no processo. “Essa é uma verdadeira inovação da Monsanto, desenvolvida por nossos engenheiros. Foram mais de 10 pedidos de patentes apenas para esse equipamento”, afirma Seth Dobrin, líder dos laboratórios de Chipping e Genotipagem nos EUA e Brasil. A Monsanto já tem, hoje, Seed Chippers para milho, soja, trigo e algodão.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cientistas desvendam interação entre cana-de-açúcar, inseto e fungo


Um estudo realizado por pesquisadores revelou que o ataque da broca ( Diatraea saccharalis ), lagarta que é a principal praga da cana-de-açúcar, induz à ativação de um gene que codifica proteínas com forte atividade antifúngica.
O trabalho, que teve seus resultados publicados na revista Molecular Plant-Microbe Interactions, faz parte de um projeto de pesquisa sobre as interações entre plantas, microrganismos e insetos, conduzido no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).
Participaram da pesquisa cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em Ribeirão Preto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas (SP).
De acordo com um dos autores do artigo, Marcio Castro Silva-Filho, professor do Departamento de Genética da Esalq-USP, em estudos anteriores o grupo já havia mostrado que o ataque da broca desencadeava na planta a ativação de um gene que expressa a proteína conhecida como “sugarina”.
Supondo que a sugarina tivesse ação inseticida, os pesquisadores da Esalq patentearam o promotor do gene da sugarina, tendo em vista a aplicação em plantas geneticamente modificadas capazes de liberar as proteínas apenas quando a planta é atacada pelo inseto. No entanto, o grupo descobriu um fato intrigante: a sugarina não tinha efeito contra os insetos.
“Clonamos o gene da sugarina, fizemos sua introdução em um vetor fúngico para produzir a proteína em grande quantidade e testamos sua ação no inseto. Ficamos surpresos, pois a proteína não tinha qualquer efeito inseticida. Só então levantamos a hipótese de que talvez o gene fosse expresso para proteger a planta dos fungos que podem surgir após o ataque do inseto”, disse Silva-Filho à Agência FAPESP.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cientistas chilenos desenvolvem plantas cítricas tolerantes a salinidade


Como resultado de mais de quatro anos de pesquisa, cientistas chilenos desenvolveram plantas cítricas geneticamente modificadas (GM) tolerantes à salinidade. O trabalho, liderado pelo professor Patricio Arce, da Universidade Católica do Chile, gerou em laboratório mais de 70 plantas resistentes à condição de alta salinidade, dentre as quais foram selecionadas as que possuem maior efetividade.
A segunda fase do projeto é a avaliação das variedades em campo. As experiências serão conduzidas no Vale do Copiapó e vão priorizar variedades de interesse comercial. Os testes serão efetuados em condições de biossegurança controlada, com autorização do Serviço de Agricultura e Pecuária do Chile. As avaliações periódicas levarão em conta o crescimento vegetativo, caracterização morfológica e ecofisiológica.
Outras instituições também participam do projeto: a Fundação para Desenvolvimento Frutícola (FDF), a Associação de Exportadores Frutícolas (ASOEX) e a empresa Unifrutti Traders Ltda.

CIB
PUC-Chile

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pesquisadores do Brasil e dos EUA descrevem construção de biblioteca de variedade da planta produzida a partir da clonagem, em bactérias, de trechos de seu DNA

Uma ferramenta desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos deverá ajudar a comunidade científica a estudar inúmeros aspectos do complexo genoma da cana-de-açúcar.Um artigo publicado pelo grupo no veículo de acesso aberto Bio Med Central Research Notes descreveu a construção e sequenciamento da biblioteca de Cromossomo Artificial de Bactéria (BAC) de uma importante variedade comercial de cana-de-açúcar.
Participaram do estudo cientistas do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) e do Departamento de Genética e Evolução do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Embrapa Informática na Agricultura e do Instituto de Genômica da Universidade do Arizona, em Tucson (Estados Unidos).
Segundo o autor principal do estudo, Paulo Arruda, professor do IB-Unicamp e coordenador do Laboratório de Estudo da Regulação da Expressão Gênica do CBMEG, o sequenciamento de um genoma complexo como o da cana-de-açúcar poderá ajudar a comunidade científica a identificar genes úteis e compará-los com os genomas de outras plantas.

Avanço nas tecnologias de produção de drogas e vacinas em células vegetais e sua aprovação pelo FDA


Technology developed by the biotech firm
Protalix Biotherapeutics has made it possible
to manufacture drugs inside plant cells.
It was midnight when an anxious Ari Zimran finally got the phone call for which he had been waiting. The news couldn’t have been better: the drug he had worked on for nearly a decade had just been approved by the US Food and Drug Administration (FDA).
Zimran, who heads the Gaucher Clinic in Jerusalem and is a member of the scientific advisory board at Protalix Biotherapeutics, a small biotechnology firm in Carmiel, Israel, was not the only one celebrating the company’s success last week. Biotechnologists around the world cheered, because Protalix’s Elelyso (taliglucerase alfa) is the first biological drug for human use that is manufactured inside modified plant cells.
“It’s a great day for plant-made pharmaceuticals,” says Scott Deeter, president of Ventria Bioscience, a biotech firm based in Fort Collins, Colorado. “This shows the triumph of innovators over the status quo, and that’s really very important.”
Drugs that are based on large biological molecules — known as biologics — have been produced inside genetically engineered animal cells, yeast and bacteria for more than two decades. Insulin has been made by genetically modified Escherichia coli bacteria since 1982, and by 2010, the global market for such therapies had reached about US$149 billion.
Since the early 1990s, some researchers have been developing plants that could act as cheaper factories for biologics. Plant-cell cultures are also attractive because they require less precise conditions for growth than animal cells. But efforts to exploit plants in this way have lagged, in part because companies and investors were wary of this unfamiliar production method.
Protalix was strategic in targeting a rare heritable disorder called Gaucher’s disease, because current means of producing treatments for it have fallen short. The disease is caused by an enzyme malfunction that results in the accumulation of fat in cells and organs, with symptoms ranging from bone deterioration to anaemia. Two existing drugs compensate for the enzyme deficiency, but they can cost up to $300,000 per year in the United States, and drug shortages in recent years have left some patients in need of hospital care.

Entrevista com Dr. Victor Ambros sobre miRNAs

Interessante entrevista com o Dr. Victor Ambros sobre miRNAs e sobre as pesquisas que seu laboratório realiza.

Dr. Victor Ambros received his Ph.D. from MIT in 1979 and now serves as a Professor of Genetics at Dartmouth Medical School. The goal of the Ambros laboratory is to further the understanding of the genetic and molecular mechanisms underlying the temporal control of development using C. elegans larva as a model.

The laboratory also uses Drosophila melanogaster to explore problems in developmental timing and the roles of microRNAs (miRNAs) in animal development.
Using genetic approaches they hope to determine the functions of the miRNAs, to identify potential antisense target mRNAs, and to characterize the consequences of their regulatory interactions.
Our interview with Dr. Ambros about miRNAs is below.