Fonte: CIB
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O consumo da laranja sanguínea, parente da laranja comum, pode trazer benefícios para a saúde. Além de reduzir o dano causado pela gordura ingerida, o que diminui a chance de alguém se tornar obeso, a dieta baseada nessa fruta também ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e controlar diabetes.
Entretanto, a coloração vermelha da fruta faz com que poucos a apreciem. Para resolver esse problema, cientistas britânicos buscam uma forma de modificar geneticamente laranjas comuns para que incorporem os benefícios que somente as sanguíneas apresentam.
Uma pesquisa indica que componentes encontrados na laranja sanguínea podem ajudar a combater a obesidade, reduzindo a acumulação de gordura no corpo. No Reino Unido, estudos realizados mostram que uma dieta baseada nessa espécie de laranja ajudou a diminuir o índice de obesidade em ratos de laboratório. Se o resultado se repetir em humanos, pode interessar principalmente aos países desenvolvidos, onde estão cerca de um terço dos obesos do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 300 milhões de pessoas sofrem de obesidade em todo o planeta.
Fonte: CIB

De acordo com informações atualizadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil não é somente o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, mas também o primeiro na produção de açúcar e etanol e vem conquistando, cada vez mais, o mercado externo com o uso do biocombustível como alternativa energética.
Mesmo com esse quadro bastante motivador, a produção poderia ser ainda mais elevada, se houvesse maior conhecimento da genética da cana, com vistas ao seu melhoramento. Esse desafio é o tema de um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolveram um novo método de análise estatística e um software que têm como função facilitar o estudo do genoma da cana-de-açúcar. Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo na revista PLoS One.
De acordo com o pesquisador do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e um dos autores do estudo, Antonio Augusto Franco Garcia, o caminho a ser percorrido ainda é muito longo. A pesquisa faz parte do projeto, "Genomic-assited breeding of sugarcane", coordenado pela professora do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade Estadual de Campinas, Anete Pereira de Souza.
O maior entrave para o melhoramento dessa espécie é sua poliploidia – número de conjuntos cromossômicos das células – que na cana-de-açúcar pode chegar até 20 cópias de cada cromossomo. Isso significa que qualquer gene pode, teoricamente, possuir muitas formas variantes no mesmo indivíduo. As cultivares de cana derivam de um híbrido inespecífico, obtido pelo cruzamento entre Saccharum officinarum e Saccharum spontaneum, aumentando ainda mais a complexidade do genoma com um conjunto completo de genes homólogos que pode variar de 8 a 10 cópias (alelos).
De acordo com a explicação de Garcia à Agência FAPESP, a primeira etapa é realizar a genotipagem da espécie, que permite a leitura de partes específicas do genoma em vários indivíduos de uma dada população. Posteriormente, serão utilizados os marcadores genéticos para fazer seleção assistida.
Os equipamentos usados na análise medem a intensidade, fornecendo os resultados como medidas quantitativas. A interpretação desses dados foi realizada por um método criado pelos pesquisadores, com sistema bayesiano – tipo de inferência estatística que descreve as incertezas sobre quantidades invisíveis de forma probabilística. A equipe implementou esse sistema no software SuperMASSA que possibilita analisar diversas informações, como o genótipo dos genitores e as segregações esperadas na população.
Garcia garante que dessa forma será possível pensar em desenvolver mapas genéticos, fazer mapeamento associativo e seleção genômica, o que resultará na publicação de uma série de artigos.
O objetivo principal das ferramentas desenvolvidas é utilizá-las no estudo da genética da cana-de-açúcar, assim como no de outras espécies poliplóides, e nesse sentido, o Brasil está um passo a frente de outros países que, apesar de já realizarem a genotipagem de poliploides, todavia utilizam em suas análises estatísticas adaptações de métodos desenvolvidos para diplóides.
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