sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vinhaça - Resíduo da produção de etanol pode ser usado para produzir biodiesel













Para chegar ao biodiesel, qualquer tipo de óleo, inclusive o das microalgas, passa pelo processo de transesterificação, reação química entre um tipo de álcool – metanol ou etanol – e um lipídeo que resulta em biodiesel. A vinhaça funciona como um meio de cultura para o crescimento e a multiplicação das microalgas. Em experimentos feitos em outros países, principalmente nos Estados Unidos, as empresas que cultivam algas precisam acrescentar sais minerais e nutrientes à água no processo produtivo. “Nós temos vantagens em relação a eles porque temos um resíduo realmente econômico para produção”, diz Sergio Goldemberg, gerente técnico da empresa paulistana Algae Biotecnologia. A produção de biodiesel a partir da vinhaça pode também evitar maiores gastos do produtor de etanol que precisa bombear ou levar para longe esse resíduo transformado em adubo, além de prover novos ganhos com o produto final.

sábado, 9 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Colágeno humano produzido por milho transgênico

O colágeno é uma proteína amplamente utilizada na indústria farmacêutica, cosmética e também de alimentos. A maior parte do colágeno é essencialmente extraída de tecido animal, mas esse método de obtenção apresenta riscos associados a agentes infecciosos e à rejeição.

Para evitar esses efeitos colaterais, muitas pesquisas têm sido feitas usando plantas para produzir colágeno, já que proteínas recombinantes derivadas de vegetais têm menos agentes infecciosos.

Pesquisadores da Universidade de Iowa conseguiram expressar genes humanos que codificam esta proteína de forma exógena em uma variedade de milho transgênico.

O professor da instituição, Dr. Kan Wang, afirma que o trabalho sugere potencias usos a um custo mais baixo, com maior especificidade e menor risco de contaminação. “Produzir colágeno humano em sementes de milho é uma alternativa mais barata do que a proteína derivada de animais, uma vez que é mais fácil de cultivar, processar e armazenar”, afirma Wang.

Fonte: CIB ; ScienceDaily


Trigo com menos glúten pode contribuir no tratamento de portadores da doença celíaca

Uma equipe espanhola do Consejo Superior de Investigaciones Cientificas (CSIC), liderada por Javier Gil-Humanes, conseguiu com sucesso diminuir a expressão do glúten no trigo.

Esta é uma importante notícia aos portadores de doença celíaca, uma desordem digestiva que atinge 1 em cada 133 indivíduos. Ela afeta o intestino delgado de pessoas geneticamente predispostas, e é induzida pela ingestão de alimentos que contêm glúten. Até agora, não há cura para a doença. A equipe de Gil-Humanes removeu a proteína do trigo por meio de RNA interferente. Isto resultou no decréscimo de gliadinas, uma das proteínas componentes do glúten.

A continuidade dos estudos poderá, no futuro, levar à produção de pães e massas que possuam quantidades irrisórias de glúten, mantendo a qualidade do alimento feito com base em variedades de trigo convencionais.

Fonte: CIB ; nctechnews