
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Laranjas sem sementes são produzidas por radiação

sexta-feira, 22 de abril de 2011
Bananas resistentes a pragas
Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas
Se você come cinco bananas por semana, há uma boa chance de que uma delas tenha sua origem genética em Israel.
Ao dirigir ao Norte de Nahariya em direção à fronteira do Líbano, você passa por diversos campos de plantação de bananas próximos a Achziv e Kibutz Rosh Hanikra. É nesse último kibutz o local onde estão os escritórios e laboratórios da empresa biotecnológica Rahan Meristem (1998) LTD, uma líder mundial na biotecnologia da banana.
“Nós somos os maiores produtores mundiais de plantas cultivadas com tecido de banana — produzimos cerca de 10 milhões por ano. Elas são vendidas por todo o mundo. Nós calculamos que aproximadamente 20% das bananas que são comercializadas no mundo ocidental são originárias ou foram selecionadas em Rahan” afirma o Dr. Eli Khayat, chefe de pesquisa e desenvolvimento em Rahan e professor de biologia vegetal na Universidade Hebraica e no Instituto Technion.
“A maior parte de nossa pesquisa é em bananas — tentamos melhorar a qualidade da colheita utilizando a genética molecular para produzir bananas que amadureçam lentamente e que tenham um tempo de vida maior nas prateleiras”, ele explica. “Esses são parâmetros importantes tanto para quem as cultiva quanto para quem as consome. Nosso objetivo é produzir plantas, e uma vez que a banana não tem sementes, o único meio de criar clones superiores é através da engenharia genética.”
Com uma produção total de 60 milhões de toneladas por ano, as bananas comuns e as cultivadas para culinária se tornaram um cultivo de suma importância para todo o mundo, elas são exportadas dos países tropicais para quase todo o mundo. Mas por causa de sua esterilidade natural, a maior parte das variedades de banana ainda precisa ser melhorada por meio de ferramentas biotecnológicas.
Agora, em um novo desenvolvimento inovador com conclusões mais amplas, Khayat e sua equipe completaram com sucesso um teste de campo que valida sua mais recente realização, a resistência total da banana a uma ampla variedade de nematóides patogênicos — pequenos vermes microscópicos que danificam as raízes das plantas.
De acordo com Khayat, a descoberta foi resultado de seis anos de pesquisas e testes. “A tecnologia empregada foi desenvolvida em conjunto pela Rahan, a Universidade Bar Ilan e a Hazera, uma empresa de sementes israelense. O resultado são as bananas transgênicas, bananas que foram modificadas geneticamente. Elas são completamente resistentes a nematóides em função da utilização de uma tecnologia especial chamada RNAi.”
Fundado em 1974 por membros do kibutz, o Rahan Meristem foi o primeiro laboratório comercial de cultura de tecidos a operar em Israel. Ele foi criado como uma extensão de um berçário de árvores frutíferas já existente no país.
Inicialmente, os trabalhadores de Rahan desenvolveram novos procedimentos para larga escala, in vitro e propagação clonal de mais de 200 gêneros de plantas incluindo cultivos ornamentais, industriais, frutíferos e de vegetais.
Em meados da década de 1980, a empresa se restringiu a uma variedade menor de plantas, e a banana propaganda in vitro tornou-se seu principal produto. Em parceria com o alto nível de conhecimento já existente em relação à agrotecnologia da banana no kibutz Rosh Hanikra, o Rahan passou a ser o centro de pesquisa e consulta da indústria da banana para todo o mundo.
Quando Khayat fala sobre genética molecular e como ela está relacionada à banana, parece que o kibutz israelense de ontem — com laranjas, dança e tratores — se transformou em um mistério futurista de ficção científica. “Nós estamos produzindo e desenvolvendo pequenas bananeiras por meio da cultura de tecidos. Elas são clones da banana. As bananas não têm sementes, portanto o único meio de melhorá-las é através da seleção, um processo com o qual trabalhamos em nosso centro no kibutz. Os clones selecionados são propagados através da cultura de tecidos. Você pode transformar um único clone em quantos quiser”, Khayat explica.
Quando o assunto é clonagem e engenharia genética, Khayat sabe que está caminhando em território controverso, em relação ao qual há vários movimentos por todo o mundo que se opõem aos alimentos modificados geneticamente. Mas ele nos apresenta explicações cuidadosas sobre por que ele considera que o Rahan está no caminho certo.
“Eu creio que a posição contrária é resultado de uma visão generalizada de que as plantas modificadas geneticamente são algo desconhecido e misterioso. O mesmo sentimento aconteceu em relação às vacinas no início do século XX — a idéia de que aquilo irá causar algo pior do aquilo contra o que ele se propõe a proteger”, ele comenta.
“A engenharia genética é muito mais segura do que são os inseticidas para o meio ambiente e os seres humanos, mas politicamente, isso passa a ser um problema com os grupos ambientais. Por exemplo, em geral os campos onde as bananas são cultivadas são tratados com nematicidas para evitar a infestação por nematóides. A quantidade de inseticida poderia matar não apenas seres humanos, mas até elefantes. Os produtos químicos são horríveis e, como resultado disso, os danos ao meio ambiente são enormes.”
“Com as plantas transgênicas, especialmente as bananas por não poderem fazer uma fertilização cruzada e não terem sementes, não há um desperdício do material genético de forma alguma — ele está todo dentro da planta. Portanto, não há perigo para os seres humanos e nem par o meio ambiente. As plantas podem crescer em áreas que não foram tratadas com inseticidas.”
sexta-feira, 25 de março de 2011
Biotecnologia proporcionará economia prevista de US$ 80 bilhões na produção agrícola brasileira.

sexta-feira, 18 de março de 2011
V Seminário de Rotas Tecnológicas da Biotecnologia
http://www.seminariobiotecnologia.com.br/site/
domingo, 13 de março de 2011
PROEX aprova proposta da Incubadora de Projetos!
A PROEX (Pró-Reitoria de Extensão) aprovou a proposta de implantação de uma Incubadora de Projetos em Biociências e Biotecnologia no nosso Câmpus!
Agora vem a melhor parte, trabalharmos para dar início à prospecção de idéias, projetos e tecnologias desenvolvidos no âmbito dos nossos cursos de graduação, e que permitam inserir produtos e serviços inovadores que atendam a demanda local e regional, principalmente (mas não exclusivamente!).
A questão que deixo aqui é: somos capazes de oferecer à comunidade (empresários de diferentes setores, órgãos do governo e sociedade em geral) soluções tecnológicas inovadoras?
Bons antecedentes e projetos para isso já possuímos. Exemplos que posso citar aqui são: a Biotec Júnior, as pesquisas com células tronco do GenTeCel, a Farmácia Verde do Laboratório de Fitoterápicos, e a recém aprovada Bio Júnior (empresa júnior do curso de Biologia), entre outras.
Acredito que este seja o início da implantação da futura Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Assis. Vamos trabalhar para que seja uma realidade!
Abraços e o meu muito obrigado a todos os que acreditaram e apoiaram esta idéia!
Darío
sexta-feira, 11 de março de 2011
Genética é a área mais "quente" da pesquisa científica
A pesquisa Science Watch, da Thomson Reuters, verificou que sete dos 13 principais pesquisadores de 2010 trabalhavam com genética. Eric Lander, do Broad Institute of Harvard e do MIT, foi apontado como o mais "popular" do mundo --o trabalho de Lander engloba mapeamento genético e doenças humanas, incluindo o câncer de pulmão.
O levantamento anual, divulgado na quinta-feira, observa os estudos que estão sendo realizados em diferentes disciplinas científicas e usa o banco de dados do Web of Science para ver quais artigos publicados nos últimos dois anos são mais citados por outros cientistas.
Leia mais (11/03/2011 - 10h02)"
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
As 10 carreiras que trazem mais felicidade, segundo os americanos
Talita Abrantes, de Exame.com
1. Biotecnologia
2. Atendimento ao consumidor
3. Educação
Mas não é só isso que torna os professores do setor de educação infantil dos EUA mais felizes. Na pesquisa, eles avaliaram como segundo ponto mais importante das suas carreiras a maneira como faziam o próprio trabalho. O relacionamento com os colegas é o terceiro item de maior satisfação no setor.
Sem remédio, por Marcelo Leite (Folha de São Paulo)
O dado desanimador consta de levantamento da Organização da Indústria de Biotecnologia (BIO, na abreviação em inglês). Foram considerados 4.275 medicamentos em qualquer fase do processo de licenciamento no período 2003-2011.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Estudo pioneiro testa a eficácia de células-tronco no combate ao enfisema
Apesar de descrever apenas a primeira fase do estudo, o artigo apresentou resultados promissores. O experimento começou a ser idealizado há cinco anos, a partir da constatação de que as células-tronco têm potencial de regenerar tecidos, inclusive o pulmonar. O enfisema destrói o órgão (veja infografia), condição que se agrava com o tempo. A ideia, portanto, foi desenvolver uma terapia que pudesse restaurar as estruturas pulmonares.
Os primeiros testes foram realizados com ratos. “Fizemos o tratamento com as células-tronco do próprio animal e verificamos uma melhora do quadro morfológico”, relata o geneticista João Tadeu Ribeiro Paes. Diante dos resultados positivos, em abril de 2008, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa autorizou a realização de experimentos com humanos. De uma lista de 10 pacientes apresentados, a Conep aprovou a participação de quatro voluntários. Todos tinham, à época, entre 59 e 76 anos e estavam com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em estágio avançado.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Solução genética
Para os animais, o ato sexual é o caminho para a perpetuação da espécie. Um objetivo primordial que está se invertendo – pelo menos para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Por meio de manipulação genética, uma população de machos criados em laboratório recebeu um gene modificado que produz uma proteína que mata a prole do cruzamento com fêmeas normais existentes em qualquer ambiente. Essa estratégia pode levar à supressão de um grande número de indivíduos dessa espécie, reduzir a pulverização de inseticidas para eliminar os mosquitos e, consequentemente, diminuir a incidência da doença entre seres humanos.